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A freguesia de Santo Amador é limitada, na sua quase totalidade, pelo rio Ardila e pela ribeira de Toutalga. A primeira referência documental a este espaço é uma carta de couto concedida por D. João I à herdade da Barrada a 9 de Novembro de 1396. Outra carta de 1452 refere “dois casais nas Barradas”, o que nos indica por um lado o que eventualmente poderá ser o embrião de um aglomerado urbano e por outro define já as Barradas como unidade territorial. Era chamada a Barrada precisamente ao território compreendido entre o Ardila e a Toutalga. |
No ano de 1600, nos livros de pagamento de impostos, é mencionado já claramente a Barrada como unidade administrativa independente, que se compunha das herdades que compõem hoje, grosso modo, a freguesia.
No séc. XVIII é, ainda, referida a Freguesia da Barrada à qual pertencia a aldeia de Santo Amador. Também neste século é referido que o concelho tem 7 aldeias e 5 freguesias de campo. Santo Amador figura entre estas últimas. As freguesias de Campo eram compostas apenas de igreja paroquial que assistia paroquianos que viviam espalhados pelas herdades. Se eventualmente existia um aglomerado junto da igreja, ele era bastante pequeno. Este seria o caso de Santo Amador, uma vez que em 1732 apenas 5 chefes de família pagaram impostos enquanto caseiros da freguesia. Estas freguesias também não possuíam qualquer tipo de “governo” local. Das antigas freguesias de campo do concelho de Moura apenas a de Santo Amador subsiste, hoje, como freguesia independente e esse facto deve-se ao forte crescimento que teve no final do séc. XVIII e no decorrer do séc. XIX. Em 1778 a aldeia já tinha 37 casas. Em 1816 eram 80 os chefes de famílias constantes nas listagens de impostos. A este crescimento não é certamente alheio a qualidade dos Barros de Santo Amador, sendo os cereais, entre eles o trigo, uma das suas principais produções. Também é referida a importância da cevada, do tremês e das favas. De entre a produção de gado é destacada a criação de porcos, com carne de excelente qualidade.
A importância da produção cerealífera na freguesia é ainda hoje atestada pela ruína dos 6 moinhos do Ardila e 3 azenhas da Toutalga.
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BandeiraAmarela. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro. |
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Pé de Grão ArrancadoRepresenta a qualidade do solo dos barros de Santo Amador, a actividade agrícola e pecuária a eles associada. Esta cultura, não sendo a mais significativa em termos económicos (uma vez que era o trigo), só era praticada em solos de grande qualidade. |
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Faixa ondadaRepresenta os dois cursos de água, Ardila e Toutalga, que delimitam a quase totalidade da freguesia e com as quais a comunidade sempre teve uma relação muito estreita. |
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Mó de moinhoRepresenta os moinhos outrora existentes, com íntima ligação à capacidade de produção de cereais destas terras e ao aproveitamento dos recursos naturais e renováveis, associados à actividade industrial de transformação de matéria-prima. |